Objeto

O programa institucional de Bolsas de Iniciação à Docência para a diversidade – Pibid Diversidade- UFCG 2013, tem como objetivo promover o aperfeiçoamento da formação inicial de professores para o exercício da docência nas escolas de educação básica do campo.

Meta

Apoiar o desenvolvimento das atividades de iniciação à docência de 62 estudantes da Licenciatura Interdisciplinar em Educação do Campo nas áreas de Educação do Campo- Ciências da Natureza e Matemática, Educação do Campo – Ciências Humanas e Sociais, Educação do Campo - Linguagens e Códigos da Universidade Federal de Campina Grande – Campus Sumé, em escolas indígenas e/ou do campo na rede pública de ensino.

  Contexto Educacional das Comunidades do Campo

O Projeto PIBID DIVERSIDADE Tecendo saberes e práticas no aprender docente do campo: olhares, diálogos e interações do curso de Licenciatura em Educação do Campo do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido/UFCG, ora proposto têm como finalidade fortalecer a iniciação docente dos estudantes deste Curso com sua inserção na Escola de Educação Básica do Campo.

O Curso de Licenciatura em Educação do Campo é curso regular da UFCG cujo campus localiza-se no município de Sumé, localizada no território do Cariri Paraibano. A escolha do Cariri como locus para o desenvolvimento do Curso de Licenciatura em Educação do Campo deve-se a vários fatores. Além de a situação econômica, fundiária, educacional apontarem para a urgente necessidade de intervenção neste Território, destacou a forte relação da UFCG que nele vem se desenvolvendo, sobretudo a partir do Projeto Unicampo1.

mapa_cariri Como o nosso Curso situa-se no Semiárido, este contexto ambiental, social, político, cultural, educacional é o ponto de partida para a estruturação do ensino, pesquisa e extensão, e consequentemente, para uma ação de Iniciação a Docência dos licenciandos da Educação do Campo. Podemos visualizar abaixo os territórios do Cariri Oriental e Ocidental área prioritária do trabalho do CDSA/UFCG.

Embora o Semiárido brasileiro seja um dos espaços semiáridos mais povoados do mundo, a expansão urbana se faz de forma desordenada, além do que os municípios apresentam infraestrutura social precária. No caso do Cariri paraibano, a maioria dos municípios tem menos de 50 mil habitantes, densidade demográfica inferior a 20 habitantes por km², e uma economia eminentemente agropecuária, evidenciando o peso da ruralidade neste território.

No que se refere à dimensão socioeconômica no Cariri predominam as atividades agropecuárias. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, há 12.813 estabelecimentos da agricultura familiar no Cariri paraibano ocupando uma área de 411.927 km², gerando uma produção anual de R$ 28.119.000,00, ao passo em que há 1.254 estabelecimentos de agricultura patronal ocupando um total de 497.232 km², gerando uma produção anual de R$ 15.740.000,003. Além de agricultores familiares temos uma população significativa de assentados da Reforma Agrária, de Pescadores artesanais, comunidades ribeirinhas dos açudes e rios. O fortalecimento da agricultura familiar torna-se uma potencialidade para manter a população no campo com uma vida decente.

A realidade educacional do Cariri requisita uma contribuição da Universidade na perspectiva de ensino, pesquisa e extensão visando superar os índices de desenvolvimento atualmente apresentados. Como exemplos desta realidade a ser superada, podemos citar: 67,13% das pessoas com mais de 15 anos não têm nenhuma instrução ou possuem apenas o ensino fundamental incompleto, realidade que caracteriza nada menos do que 74% da população de 25 anos ou mais e 44,77% dos jovens entre 15 e 24 anos. Apenas 16,14% da população concluíram o ensino médio e tão somente 3,57% possuem o superior completo. Do ponto de vista do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB encontramos municípios com indicadores inferiores ao nacional, principalmente nos anos finais do ensino fundamental, pois somente o município de Zabele igual a 4,0.

1 Projeto Universidade Camponesa que teve inicio a partir de 2005, como uma ação de extensão da UFCG na perspectiva de uma formação continuada em Desenvolvimento Rural e Sustentabilidade para agricultores, assentados, pescadores e educadores populares do Território. Essa prática educativa é considerada a semente para interiorização do campus da UFCG para esta região.